A vida é muito engraçada, ninguém está feliz com que tem.
Quando eu era pequena todo mundo, ou pelo menos, as mulheres, olhavam para o meu cabelo e diziam:
- Nossa, que cabelo lindo!!!
Queriam pintar o cabelo com a cor do meu, mas era impossível, não havia o tom.
Eu odiava, pois na escola todo mundo me chamava de leãozinho, isqueirinho, fiat lux... e outros que os anos apagaram. QUE ÓDIO!
Quando virei mocinha, na década de 1980, o que mais me irritava era o volume do meu cabelo, mas inté que estava na moda. Mas, quando eu ia pro cabeleireiro cortar as pontas daquela juba, que também crescia mais que trepadeira, tinha sempre uma véia, de cabelo roxo, que dizia:
- Nossa, que volume! Que beleza!
Eu dava um sorrisinho e pensava.
- Beleza é o cassete, véia lazarenta. Eu pareço uma leão misturado com uma vassoura.
Lembro que só usava o cabelo preso, mas as vezes eu tinha que lavá-lo e ficar o máximo que eu conseguisse sem amarrá-lo. Diziam as más línguas que quando eu soltava o cabelo parecia a Vampita do Ex-Men. MENTIRA!
Eu parecia é uma vassoura de piaçava de ponta-cabeça.
Eu desejava dias e noites ter um cabelo diferente.
Passado algum tempo ele já não é tão mais ruivo quanto era antes e nem tem mais tanto volume, o que foi controlado com um corte curto e sexy, a cor está desbotando. E eu penso...
OH, VÉIA LAZARENTA, secou tanto que perdeu a cor.
Por hoje é só pepessoal.
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quinta-feira, 3 de abril de 2008
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